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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A gente se acostuma

Sempre que eu venho aqui pro interior eu fico pensando “mas e aí, como seria minha vida se eu não tivesse saído? Se eu não tivesse ido estudar fora?” de uma coisa eu sei: minha vida teria sido totalmente diferente. Eu sei que eu não estaria me formando, não saberia outro idioma, não teria os empregos que eu tenho e não conheceria um terço das pessoas que conheço.

Aqui minha vida se limitaria a trabalhar no comércio do meu pai, quem sabe até teria um emprego na prefeitura se meu candidato ganhasse. Minha diversão seria ir pras vaquejadas da região ou apenas beber com meus amigos que são sustentados pelos pais/avós até eles morrerem. Namorar aquela boyzinha que julgar bonita ou engravidar aquela sem querer querendo.

Nem tô dizendo que uma vida é melhor que outra, só pensando que uma decisão pode mudar a vida de uma pessoa. E se meus pais não tivessem tomado essa decisão? Talvez minha vida fosse essa e eu a achasse ótima e não quisesse sair dela, porque aquele seria meu mundo. O ser humano se acostuma com o meio em que vive.

sábado, 17 de outubro de 2009

Feliz por estar estressado

Depois de mais uma desilusão – com história que nem vem ao caso – decidi preencher meu tempo e minha cabeça o máximo possível. Já estagiava de manhã e fazia faculdade à tarde, mas decidi entrar no teatro, pois era algo que eu sempre tive vontade, mas protelava porque as reuniões e ensaios eram aos sábados à tarde (pouco antes d’eu viajar pro interior, pra casa dos meus pais). Foi uma das melhores coisas que fiz, lá conheci pessoas super simpáticas, sempre acolhedoras. Lá estou aprendendo a me expressar melhor, corrigir postura, exercícios vocais e de memorização. Com eles já me apresentei algumas vezes no teatro mais famoso do estado. Já viajei ao interior para me apresentar junto a eles, entre outros momentos inesquecíveis, que pretendo continuar tendo.


Sabe aquela matéria da escola que sempre foi o seu calo? Processo Civil é a matemática da minha vida. Por isso mesmo entrei num curso extensivo (aos sábados pela manhã) para reforçar o que eu já sabia sobre o assunto e aprender o que não entrava nem a poder de cacete na minha cabeça. Um daqueles cursos Tabajara, o professor vai um dia e vinte não, coisas grátis...


OK... já estou com os dias e as tardes da semana ocupados até aos sábados, mas falta a noite para pensar e fazer besteira. Então está na hora de aceitar o convite para dar aulas ao ensino médio daquela cidade a 120 km de onde eu moro. O pró é que eu tenho que sair correndo da faculdade pra pegar o carro às 17h30m, pra ensinar no sítio daquele referido município e depois voltar, chegando às 00h30m em casa. Afff... Tudo bem, o “serumano” se acostuma com tudo. Até mesmo a ficar sozinho diante de um monte de aluno que estão ali para ouvir o que você tem a dizer: “eles dependem de você”, penso quando olho para cada um de cerca de 400 alunos.


Não posso esquecer-me dos meus queridinhos do trabalho voluntário. Em algum domingo do mês estamos lá no orfanato e abrigo de idosos para passar uma tarde descontraída com pessoas que tem mais pra nos ensinar do que nós a eles. Grupo CTI do Riso: um ano já, de muitas histórias pra contar.


Tá, eu sei que estou atarefado, mas eu tinha que entrar na comissão de formatura. Eu sei que é muito estresse e pouca ou nenhuma recompensa, mas eu tinha que fazer isso para garantir que vai dar certo ou ver de perto porque não deu, entende?

Domingo é pra trabalhar com os pais. Dia livre é a quarta-feira à noite. Uma noite pra preparar aulas, fazer trabalhos da faculdade, monografia, rever os amigos e paquerar(rs). Falta só eu ter coragem de entrar numa academia e voltar pra natação.

Corrido meu tempo, eu sei, mas tô me sentindo tão bem por ser útil, por não estar dependendo de ninguém pra ser feliz. Eu estou feliz.


Quantas horas tem seu dia?

domingo, 27 de setembro de 2009

Eu e minha boca.


Eis um mal em minha vida: Falo demais. Não tem jeito. Falo o que devo e o que não devo.
Falo sem pensar. Eu falo, começo a pensar e..... paro no meio do caminho.

Quero falar só o necessário.

domingo, 13 de setembro de 2009

Brigadeiro Amargo

Oi. Cá estou eu a começar minhas atividades neste blog meio doido.

E para começar vou dar uma receita de um brigadeiro um pouco diferente que provei agora à pouco na casa de Furukinha, que sempre me recebe na casa dela com muitas guloseimas. (hum...)

Acho que eh por isso que nunca me acanhei em ir visitá-la! hehehe

A receita que passo a vocês hoje foi pesquisada, porém ainda não testada... Pretendo fazê-lo esta semana ainda, se não for boa aviso e tento outra!

Brigadeiro de Caféredientes

- 1 lata de leite condensado
- 1 / 3 de xícara (chá) de café forte
- 1 colher (sopa) de chocolate em pó
- 1 colher (sopa) de margarina
- Açúcar cristal ou coco ralado para cobrir os docinhos

Modo de Preparo

Misture o leite condensado com o café, o chocolate em pó e a margarina. Cozinhe em fogo médio até soltar do fundo da panela e das laterais da panela. Despejar em um prato untado. Enrole depois de frio e passe no açúcar cristal ou no coco ralado.

Na verdade eu provei enrolado no açúcar, mas se der eu testo o de coco p ver qual eh o melhor.

É só isso...

Espero que gostem desta receita inusitada!

bjus

sábado, 8 de agosto de 2009

Hoje se comemora 40 anos da foto mais famosa do fab-four




Quem nunca quis atravessar a tal famosa faixa da Abbey Road e recriar a tal lendária imagem?

Álbum clássico! Praticamente o último álbum gravado dos Beatles. Seu conteúdo musical é de excelente qualidade, e sua capa? Rá! Constantemente lembrada e imitada por muitos.

Vários fãs atravessam esta emblemática rua que praticamente não mudou muito.
Se for para Londres, não dá para não visita-la. O engraçado é que, como ela é constantemente atravessada pelos fãs, um atropelamento não é incomum. Tem que ver os comentários dos taxistas. Rá!

Ainda não fiz minha peregrinação, mas a célebre rua já está na minha agenda...

Agora é só curtir a música.
E ai, você já fez sua travessia estilo Abbey Road em comemoração?

Keep Crossing...

terça-feira, 28 de julho de 2009

DISLEXIA

O que é?

É uma dificuldade do aprendizado que abrange: leitura, escrita, e soletração, separadas ou juntas. Caracteriza-se por alterações quantitativas e qualitativas, total ou parcialmente irreversíveis. É o distúrbio (ou transtorno) do aprendizado mais freqüentemente identificado na sala de aula. Está relacionado, diretamente, à reprovação escolar, sendo causa de 15 % das reprovações. Em nosso meio, entre alunos das séries iniciais (escolas regulares) têm sido identificados problemas em cerca de 8%. Estima-se que a dislexia atinja 10 a 15 % da população mundial.

Quem pode ser afetado?

A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela pode atingir igualmente pessoas das raças branca, negra ou amarela, ricas e pobres, famosas ou anônimas, pessoas inteligentes ou aquelas mais limitadas.

Qual a causa?

A dislexia tem sido relacionada a fatores genéticos, acometendo pacientes que tenham familiares com problemas fonológicos, mesmo que não apresentem dislexia. Uma criança que tenha um genitor disléxico apresenta um risco importante de apresentar dislexia, sendo que 23 a 65% delas apresentam o distúrbio.

Sinais indicadores de dislexia:

A dificuldade de ler, escrever e soletrar mostra-se por dificuldades diferentes em cada faixa etária e acadêmica

Dificuldades mais identificadas no Ensino Médio:

  • Podem ter dificuldade em aprender outros idiomas.
  • Leitura vagarosa e com muitos erros
  • Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas
  • Dificuldade em planejar e fazer redações
  • Dificuldade para reproduzir histórias
  • Dificuldade nas habilidades de memória
  • Dificuldade de entender conceitos abstratos
  • Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a pequenos detalhes
  • Vocabulário empobrecido
  • Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade

Dificuldades mais identificadas no Ensino Superior / Universitário

  • Letra cursiva.
  • Planejamento e organização.
  • Horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem).
  • Falta do hábito de leitura.
  • Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas).

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. Os sintomas podem ser percebidos em casa mesmo antes da criança chegar na escola. Uma vez identificado o problema de rendimento escolar, deve-se procurar ajuda especializada.

Tratamento após o diagnóstico de Dislexia.

Uma vez diagnosticada a dislexia, segundo as particularidades de cada caso, o encaminhamento orientado permite abordagem mais eficaz e mais proveitosa, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.

Tendo conhecimento das causas das dificuldades, do potencial e a individualidade do paciente, o profissional pode utilizar a linha terapêutica que achar mais conveniente para o caso particular. Os resultados devem surgir de forma progressiva.

Em oposição à opinião de muitos se pode afirmar que o disléxico sempre contorna suas dificuldades e acha seu caminho. O disléxico também tem sua própria lógica e responde bem a situações que estejam associadas a vivências concretas.

A harmonia entre o profissional coordenador e o paciente e sua família podem ser decisivos nos resultados. O mecanismo de programação por etapas, somente passando para a seguinte quando a anterior foi devidamente absorvida, retornando às etapas anteriores sempre que necessário, deve ser bem entendido pelo paciente e familiares

Mitos envolvendo a DISLEXIA

1- A dislexia é contagiosa?

Não. Ela é usualmente hereditária.

2- Uma pessoa pode ser medianamente disléxica?

Sim. Ninguém apresenta um quadro com todos os sinais de dislexia.

3- A dislexia é uma doença?

Não. É apenas um distúrbio que possui tratamento.

4- Esse distúrbio desaparece sem alguma interferência?

Não. Quanto antes ela é identificada e são tomadas as medidas de tratamento, maiores podem ser os benefícios do tratamento.

LEIA MAIS NOS SITES PESQUISADOS:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?657
http://www.portugal-linha.net/arteviver/images/ht10571.gif
http://files.nireblog.com/blogs/dislexia/files/grande-814821-997817.jpg



quarta-feira, 15 de julho de 2009

I can't take my eyes of you

Dúvidas tomam conta de minha mente, não sei o que fazer, quando fazer, por que fazer.
Tenho medo, mas não penso com a mente.

Pensar com o coração um dia tem de levar a gente pra algum lugar.
Que nos leve para o mesmo lugar.


Milton Nascimento & Maria Rita - Tristesse